Luiz Castro denuncia irregularidades na FAF
Gabinete do Deputado Luiz Castro
14.04.2009
“Há algo de podre no futebol amazonense. Há mais de 15 anos não há renovação na Federação Amazonense de Futebol (FAF) e nesse período as eleições ocorreram de forma fraudulenta”. A denúncia foi feita hoje pelo deputado Luiz Castro (PPS) com base no relatório do Ministério Público Estadual, que pediu a intervenção na federação, depois de constatar inúmeras irregularidades que resultaram, inclusive, no leilão da sede da entidade.
Castro disse que os desmandos administrativos levaram a FAF ao fundo do poço e considerou preocupante a decisão tomada pelo juiz Roni Frank Torres Stone, que acatou as denúncias apontadas pelo MP, mas nomeou como interventor o presidente da federação, Dissica Valério Tomaz, prefeito de Eirunepé. Na ação, o MP propôs o afastamento do dirigente e a nomeação de uma administrador provisório.
“Creio que houve um equívoco. Se o juiz reconheceu que houve inúmeras irregularidades, deveria ter nomeado uma pessoa isenta, sem ligação com a atual gestão”, afirmou o deputado, acrescentando que a decisão do juiz favoreceu exatamente o responsável pela situação caótica em que se encontra a FAF. De acordo com o relatório do MP as eleições eram realizadas por procuração, num processo viciado que se repetia a cada pleito.
O deputado considerou eficiente a ação do Ministério Público que fiscalizou a situação da federação e constatou a ausência de administração, bem como a ilegalidade do estatuto, que não tinha sido registrado em Cartório.
Luiz Castro disse que uma federação que recebe recursos dos governos estadual e municipal não poderia chegar a essa situação, enquanto os clubes ficam cada vez mais pobres e o futebol amazonense cada vez mais decadente. “Como o futebol amazonense será representado num evento grandioso como a Copa do Mundo, se temos uma federação sem nenhuma credibilidade?”, questionou o deputado referindo-se a possibilidade de o Amazonas sediar a Copa.
Como cidadão, Castro disse que não poderia silenciar diante de tantos desmandos com dinheiro público, quando os clubes amazonenses são prejudicados. Ele defendeu a suspensão dos repasses de recursos públicos para a federação, com a ressalva de que não se trata de questão pessoal com o prefeito Dissica, mas por reconhecer o fracasso da sua gestão à frente da FAF.
Em aparte, o deputado José Lobo (PCdoB) admitiu que a realidade do futebol amazonense é de decadência, apesar dos recursos repassados à federação pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Manaus. Para o comunista, os recursos precisam chegar aos municípios, onde o futebol é gerido pelas Ligas Esportivas, que não dispõem de verbas e os estádios estão abandonados.
Luiz Castro denuncia irregularidades na FAF
Gabinete do Deputado Luiz Castro
14.04.2009
“Há algo de podre no futebol amazonense. Há mais de 15 anos não há renovação na Federação Amazonense de Futebol (FAF) e nesse período as eleições ocorreram de forma fraudulenta”. A denúncia foi feita hoje pelo deputado Luiz Castro (PPS) com base no relatório do Ministério Público Estadual, que pediu a intervenção na federação, depois de constatar inúmeras irregularidades que resultaram, inclusive, no leilão da sede da entidade.
Castro disse que os desmandos administrativos levaram a FAF ao fundo do poço e considerou preocupante a decisão tomada pelo juiz Roni Frank Torres Stone, que acatou as denúncias apontadas pelo MP, mas nomeou como interventor o presidente da federação, Dissica Valério Tomaz, prefeito de Eirunepé. Na ação, o MP propôs o afastamento do dirigente e a nomeação de uma administrador provisório.
“Creio que houve um equívoco. Se o juiz reconheceu que houve inúmeras irregularidades, deveria ter nomeado uma pessoa isenta, sem ligação com a atual gestão”, afirmou o deputado, acrescentando que a decisão do juiz favoreceu exatamente o responsável pela situação caótica em que se encontra a FAF. De acordo com o relatório do MP as eleições eram realizadas por procuração, num processo viciado que se repetia a cada pleito.
O deputado considerou eficiente a ação do Ministério Público que fiscalizou a situação da federação e constatou a ausência de administração, bem como a ilegalidade do estatuto, que não tinha sido registrado em Cartório.
Luiz Castro disse que uma federação que recebe recursos dos governos estadual e municipal não poderia chegar a essa situação, enquanto os clubes ficam cada vez mais pobres e o futebol amazonense cada vez mais decadente. “Como o futebol amazonense será representado num evento grandioso como a Copa do Mundo, se temos uma federação sem nenhuma credibilidade?”, questionou o deputado referindo-se a possibilidade de o Amazonas sediar a Copa.
Como cidadão, Castro disse que não poderia silenciar diante de tantos desmandos com dinheiro público, quando os clubes amazonenses são prejudicados. Ele defendeu a suspensão dos repasses de recursos públicos para a federação, com a ressalva de que não se trata de questão pessoal com o prefeito Dissica, mas por reconhecer o fracasso da sua gestão à frente da FAF.
Em aparte, o deputado José Lobo (PCdoB) admitiu que a realidade do futebol amazonense é de decadência, apesar dos recursos repassados à federação pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Manaus. Para o comunista, os recursos precisam chegar aos municípios, onde o futebol é gerido pelas Ligas Esportivas, que não dispõem de verbas e os estádios estão abandonados.