Pelo amplo direito à vida

No jornal REPÓRTER deste fim de semana:


Paulo e Daniela, pais de Bruna Brasil, morta numa operação de amígdalas, vivem a tragédia dos que perdem uma filha, enquanto médicos enfrentam processos no exercício da profissão

Não se trata de condenação prévia, mas começa a soar tragicamente questionável que o inverso, a absolvição prévia, continue a ceifar vidas, enquanto não se decide se um médico tem condições de operar ou não. Enquanto transcorrem os cinco anos previstos em lei para o final dos processos por imperícia ou negligência, médicos processados, inocentes ou culpados, continuam operando, clinicando, prescrevendo medicamentos. É justo que mais vidas continuem sobre o fio da navalha, enquanto se decide se o dono da navalha é ou não indicado para manuseá-la? Não seria mais indicado, até que o julgamento acabasse, que o médico ficasse afastado dos consultórios e salas de cirurgia? O que vale mais, o direito do médico de trabalhar enquanto não é condenado em última instância ou o direito das pessoas de viver enquanto o médico não é absolvido?

Durante a semana, o Dr. José Bernardes Sobrinho, presidente do Conselho Regional de Medicina, deu entrevista à rádio CBN Manaus. O assunto era a morte da menina Bruna Paloma Brasil, de cinco anos, nos procedimentos pós-operatórios de uma cirurgia para a retirada das amígdalas. Segundo o noticiário, Bruna entrou em coma ainda na mesa de cirurgia e teve morte cerebral diagnosticada cinco dias depois do procedimento.

A entrevista ocorria em virtude da informação de que o caso poderia levar até cinco anos e dois meses para ser julgado, e na conversa com os jornalistas o Dr. Bernardes Sobrinho esclareceu que este prazo (de sessenta dias para a investigação e cinco anos para o julgamento do processo) é previsto em lei. É também a lei quem defende médicos processados – assim como políticos – da condenação prévia, dando a todos o amplo direito de defesa.

O Dr. Joacy Azevedo é o que se poderia chamar, com todos os cuidados que a lei prescreve, um reincidente neste tipo de tragédia. Reza o senso comum e, mais do que isso, a lei, que ele não é culpado até que sua sentença transite em julgado. Joacy foi condenado por imperícia na morte do cantor de toadas Carlos Casagrande, em 1998, mas pôde continuar operando desde então.

Seria exagero sugerir, a partir das pequenas tragédias pessoais que se sucedem com pacientes e eleitores, que houvesse mais listas de fichas-sujas, assim como na política, também nos outros campos de atuação profissional? Não é o caso, aqui, de se advogar a favor da condenação prévia de médicos ou políticos, mas, até que seja finalizado o processo da morte de Bruna, o que pode ocorrer apenas em 2013, quando a menina já estaria com dez anos de idade, seria no mínimo mais humano que pais e mães, filhos e filhas tivessem acesso apenas a médicos “ficha limpa” no tratamento de seus entes queridos. Quando o Dr. Joacy Azevedo for finalmente inocentado ou culpado, em última instância, a pequena Bruna não estará mais aqui.

Não se trata de condenação prévia, mas começa a soar tragicamente questionável que o inverso, a absolvição prévia, continue a ceifar vidas, enquanto não se decide se um médico tem condições de operar ou não. Enquanto transcorrem os cinco anos previstos em lei para o final dos processos por imperícia ou negligência, médicos processados, inocentes ou culpados, continuam operando, clinicando, prescrevendo medicamentos. É justo que mais vidas continuem sobre o fio da navalha, enquanto se decide se o dono da navalha é ou não indicado para manuseá-la? Não seria mais indicado, até que o julgamento acabasse, que o médico ficasse afastado dos consultórios e salas de cirurgia? O que vale mais, o direito do médico de trabalhar enquanto não é condenado em última instância ou o direito das pessoas de viver enquanto o médico não é absolvido?

Por incrível que pareça, até o viés eleitoral surgiu sobre a morte de Bruna Brasil. Notas de repúdio, notas de esclarecimento, entrevistas e reportagens foram aos jornais, às emissoras de rádio e até aos programas do chamado “mundo cão”. Diante do barulho, feito por pessoas de boa e de má fé, sobraram dois personagens centrais dessa história: Paulo César Carvalho Brasil, 32, e Daniela Monteiro Brasil, 24. O casal decidiu divulgar, por conta própria, o que aconteceu com sua filha. O REPÓRTER publica, na íntegra, o texto dos pais de Bruna, por entender que, sob o manto da justiça e de sua notória morosidade, seja ela federativa ou um conselho profissional, ficam sem voz os cidadãos comuns.

Assim como ocorreu com a barulhenta publicação da lista dos fichas sujas da política brasileira, feita pela AMB, a publicação da história de Paulo, Daniela e Bruna não visam julgar e condenar o Dr. Joacy. Isto cabe à Justiça. Mas alertar outros pais e mães sobre o passado de médicos e hospitais, como a antiga clínica São Lucas, é, mais do que um direito, um dever da imprensa. De posse da história, das informações sobre as pessoas que vão influir ou não na destruição de famílias inteiras, os cidadãos e pacientes poderão escolher melhor os profissionais que irão contratar.

Afinal, ao Dr. Joacy Azevedo deve ser assegurado o amplo direito de defesa, de novo. Nada mais justo do que dar, a outros pais, o amplo direito de escolha.

A seguir, o texto publicado pelos pais de Bruna no site Orkut:

“Nós (pais da Bruna) decidimos entrar orkut para facilitar a divulgação do que aconteceu conosco. Todo mundo deve perguntar como tudo aconteceu, porque aconteceu, onde aconteceu.

Pois bem, tudo começou com uma simples carona que dei a um tio. Ele estava indo ao consultório do Dr. Joacy Azevedo e decidi acompanhá-lo. Durante seu atendimento, minha filha, Bruninha, sentiu uma forte dor no ouvido. Como já me encontrava no consultório de um “especialista” na área, nada mais justo do que aproveitar a oportunidade e fazer uma consulta. Me informei com a atendente e ela providenciou o atendimento.

Já sob os cuidados do Dr. Joacy, ele examinou o ouvido da Bruninha e receitou medicamentos, afirmando que a dor era em função da adenóide e das amígdalas que estavam maiores que o normal. Informou ainda que seria necessária uma cirurgia para retirada tanto das amígdalas quanto da adenóide, e que a mesma seria a laser, o que tornaria mais seguro o ato cirúrgico. No entanto, meu plano de saúde não cobria esse tipo de cirurgia, e que para tal procedimento o médico me cobraria a quantia de R$900,00. Concordei, pois nesse momento o que interessava era a saúde e bem-estar de minha filha.

O médico, Dr. Joacy Azevedo, encaminhou minha filha para os exames pré-operatórios. De posse dos resultados e verificando as perfeitas condições da Bruna para realização da cirurgia, fui convencida por ele para que o procedimento fosse realizado no Hospital São Lucas. Nos argumentos, ele dizia que por ter sido recém-adquirido pelo Grupo HapVida, o hospital contava com as melhores condições de pessoal, equipamento e estrutura.

Como todo e qualquer casal, queríamos o melhor para nossa filha, por isso chegamos a questionar se não seria melhor realizar a cirurgia em São Paulo, no entanto realmente fomos convencidos pelo Dr. Joacy, onde afirmou inúmeras vezes que se tratava de um ato cirúrgico simples e que duraria no máximo 20 minutos.

O desfecho vocês todos sabem, nossa filha ficou sem monitoração e sem anestesiologista no momento em que mais precisava. Para nossa surpresa o anestesiologista que havíamos combinado não foi o que assinou o documento de anestesia e sim outro ( Dr. Francisco Melo ).

Isso não pode ficar impune. Não podemos esperar por mais vítimas para que algo seja feito. Nossa filha ficou 30min com parada cardíaca e ninguém percebeu. Como isso pode acontecer? Nossa filha entrou bem e saiu com morte cerebral.

Não vamos deixar cair no esquecimento.

Divulguem…”

20 responses on “Pelo amplo direito à vida

  1. Bom, queria deixar mais uma opinião sobre o caso com uma experiência própria.

    Minha mãe foi diagnosticada com diabetes numa campanha do governo federal e por indicação de uma tia, foi fazer acompanhamento com o Dr. Joaquim Melo, endocrinologista em Manaus. Foi pra apenas uma consulta e pra meu espanto, voltou pra casa já com uma receita e um medicamento comprado.

    - Mas não fizeram nenhum exame na senhora?
    - Não, nenhum.

    Ela, obediente, começou a tomar a medicação. Foi quando começou o nosso tormento.
    Ela desmaiava, sua pressão caía, labios, unhas ficavam roxas e ela pálida. Um dia, no banco, ela estava recebendo seu salário e lá mesmo teve uma crise… foi parar no hospital e por pouco, MUITO pouco, ela não morreu. Nós desconfiamos do remédio, paramos de dar e milagrosamente tudo sumiu.

    Ela foi lá no consultório dele falar sobre os sintomas, inclusive, encontrou um senhor que estava exatamente com o mesmo problema q ela..
    Mais uma vez, sem exame NENHUM, Dr. Joaquim passou outro remédio.

    Novamente ela foi parar no hospital, desta vez no Santa Júlia e equipe médica de lá ficou pasma quando soube da gravidade do que estava acontecendo. (Lembranças ao Dr Odir)
    Lá, ela vomitou sangue e descobriram que a diabetes dela era decorrente de um câncer.

    Bom, o resto da história é triste, deixo vcs com apenas essa parte! Já é o bastante!

    Nunca ouçam apenas UMA opinião. Procure mais médicos e se puderem saiam de Manaus pra isso. Até mesmo médicos amazonenses renomados e que confio de OLHOS FECHADOS (são poucos!) não acreditam em seus próprios colegas de profissão e vão pra São Paulo, BH fazerem seus check-ups!

    Abraços,

    Larissa.

  2. CARTA ABERTA

    Contaminados por DDT em Rondônia pedem Apoio

    Vimos por meio desta, solicitar apoio político na causa dos servidores da FUNASA em Rondônia, que, assim como outros servidores deste órgão em todo o Brasil, durante várias décadas estivemos trabalhando em contato com o inseticida organoclorado DDT (Dietil-Dicloro-trietano) sem nenhum tipo de equipamento de segurança, tampouco, sem nenhum tipo de informação quanto ao poder tóxico deste produto.
    O DDT foi descoberto e inicialmente utilizado durante a II Guerra Mundial para controlar a praga de piolhos que os soldados tiveram. Após o fim da guerra, com a alta letalidade do produto sobre os insetos, o DDT passou a ser utilizado no controle de pragas agrícolas e de interesse em saúde pública, como a malária. Países no mundo inteiro compraram o DDT que era fabricado no E.U.A, porém, com pouco mais de 10 anos de uso, os americanos descobriram este inseticida era letal na natureza e no próprio ser humano. Por isso, a partir do início da década de 60 o uso do DDT foi proibido (lá!), no entanto, os outros países do mundo, como o Brasil, continuaram a comprar o inseticida durante muuuuito tempo. No brasil o DDT foi utilizado pela FUNASA nas ações de controle de malária até 1990, e extra-oficialmente ele ainda foi aplicado até 1995.
    Bem, o que está ocorrendo hoje no quadro de servidores da FUNASA, tanto naqueles que trabalham com saúde indígena quanto nos descentralizado que atuam nas Divisões de Endemias Brasil afora, problemas de saúde que variam desde paralisias de membros, degenerações de articulações, alterações neurólogicas e neuro-psiquísicas, como depressão e outros problemas que nem mesmo a Organização Mundial de Saúde conseguiu ainda descrever todas as possibilidades de danos fisiológicos que o DDT causa no organismos, sendo considerado o mais grave a alteração na camada de mielina das nossas células nervosas, cujo dano é irreversível. Por causa disso tem-se perda de memória, paralisias, perda de reflexos, etc.
    No ano de 2005, por iniciativa de determinado advogado recém-chegado a Rondônia, os sucanzeiros começaram a fazer testes de intoxicação por DDT, particularmente mesmo, sem cobertura por plano de saúde e coisas assim. Quando os resultados começaram a chegar vindos lá da região centro-oeste, foi um espanto só de norte a sul de Rondônia, homens com níveis de DDT no sangue em quantidade 2, 3, 5, até quase 10 vezes maiores que o índice considerado normal para um ser humano.
    Após o espanto, foram iniciadas algumas ações judiciais por danos materiais e morais decorrentes da intoxicação, uns gatos pingados tiveram a coragem de iniciar a ação, a maioria correu de medo das ameaças que trovoaram de dentro das salas administrativas da FUNASA em Rondônia.
    Até mesmo na imprensa teve representante técnico da FUNASA defendendo a teoria que o DDT não causa os males que os sucanzeiros estão alegando, entre outras injustiças, ditas claro, por pessoas que nunca aplicaram o DDT nas casas, tampouco respiraram o veneno enquanto o mesmo era pesado manualmente para o trabalho no campo, entre outras situações absurdas às quais os guardas da SUCAM foram expostos na manuseio do inseticida.
    Nos Estados do Pará e Acre também existem servidores que deram entrada em ações judiciais por intoxicação por DDT. No Acre a situação está bem grave
    inclusive com mortes recentes de servidores intoxicados e outros que se encontram em estado grave – http://www.aleac.ac.gov.br/aleac/edvaldomagalhaes/index.php?option=com_content&ta... No Pará, há alguns anos os servidores entraram com ações pedindo indenizações por intoxicação, já ganharam na 1a. Instância mas a UNIÃO recorreu, e perdeu. No entanto, é certo que estas ações chegarão até o julgamento do STF pois não há jurisprudência quanto à responsabilidade administrativa da União pela intoxicação dos servidores da FUNASA em todo Brasil pelo manuseio do DDT.
    Aqui em Jaru, exceção são os poucos colegas cujo índice de DDT no sangue encontram-se dentro da normalidade, e mesmo entre aqueles cujos valores não são tão alarmantes, quase todos apresentam problemas crônicos de saúde e alterações psico-neurológicas.
    Estamos pedindo apoio político nesta causa que é justa, porque nosso interesse é de recebermos justiça e não simplesmente dinheiro! Queremos ter condições de custear as despesas médicas e que os impactos desses problemas na vida pessoal possam ser minimizados. Principalmente, estamos pedindo apoio para projeto de lei que estenda o direito que hoje somente os professores têm:
     a aposentadoria por 25 anos de serviço e 50 anos de idade para servidores do sexo feminino que atuam nas ações de controle de endemias;
     aposentadoria por 30 anos de serviço e 55 anos de idade para servidores do sexo masculino que atuam nas ações controle de endemias.

    Os sucanzeiros fazem parte da história do Brasil, principalmente na região Norte, heróis que salvaram muitas vidas e que ainda em muitos locais perdidos nestes confins de mundo amazônico, são os únicos que levam o atendimento que o poder público deve ao povo brasileiro. Merecemos respeito, principalmente os que deram a saúde e até mesmo a vida por este trabalho!

    Telefone para contato
    69 3521 2549
    Resp:

    Jaru Rondônia

  3. Gostaria muito, de eu mesmo fazer uma cirurgia de amígdalas em Dr. Joacy Azevedo, com uma peixeira e sem anestesia…
    Não vamos deixar cair no esquecimento..

  4. Lamentável a… conduta, a ética e a cidadania????? palavras esquecidas envoltas em sangue das vítimas dizimadas.
    REVOLTA, DESCRÉDITO, DESATENDIDOS, HIPOCRISIA… estas lembramos diariamente… mas calamos…
    Minhas condolências à família.

  5. Com as condições precárias que esses médicos se formam, será se estão aptos realmente para exercerem esta tão estimada profissão? ou a ganancia e o egoísmo é que imperam em querer fazer algo sem poder?
    fico pensando no Conselho de Medicina, já que o caso é reincindente? CASSADA AO CRM !!!

  6. Pais, a dor é insubistituivel. Uma vez sentida, é para sempre!
    So discordo de voces no seguinte: POR QUE foram ate esse carniceiro? Se em MANAUS, todos sabem do caso erroneo e das mazelas desse CARTEL que é nossos medicos aqui em Manaus.
    Em 30 de agosto de 2005, fui diagnosticada com tumor no cerebro e chances de vida em 10%, totalmente entupida de corticoides, dissrram-me que deveria ir para o hospital: TAM, GOL, se quisesse tentar sobreviver, pois aqui nao teriam recursos para uma recuperaçao pós cirurgica do sistema locomotor.
    Nao preciso dizer mais nada, nao é mesmo?
    Seu erro foi ter ido a um medicúu com reincidiva.
    Lamento. Desejo uma paz interior mais rapida em suas vidas. O destino é eterno. Saudade.

  7. Todas as entidades representativas de classe estão subordinadas aos governos em todos os três níveis, que é a pedra angular do ordenamento social. Se esta anta que outras antas intitularam médico continua impune e – pasme ! – clinicando, é porque falta competência dos governos, porque a incompetência dos eleitores não favorece o necessário discernimento para votarem em gente competente. No entanto, o povo é soberano, tem o poder de transformar qualquer sociedade: seu voto. Cabe a nós continuar a luta de conscientização, porque entre a luta e a corrupção que grassa, ainda está ganhando por muitas cabeças, a segunda.

  8. Não podemos ser conivente com essa situação, não podemos ficar de braços dados esperando que outros casos igual a esse surjam, afinal é o 2º que cai na midia quantos outros não estão escondidos?. Que nossos governantes tome providencias , isso não pode e nem deve cair no esquecimento, o voto não é importante pra eles ficarem no poder por quatro anos porque não mudar lei com esses que se titula medico , não conheço a familia mas fico revoltada em saber que não se pode fazer nada com esse mostro a não ser esperar cinco anos pra que ele seja condenado ou absorvido( o que acontecerá até la ) em quanto isso ele continua clinicando como se nada tivesse acontecido como ninguém podesse impedi-lo. Pais que DEUS lhe conforte e lhes dê força para essa caminhada.

  9. Médicos lidam com vidas, por que não é feito uma seleção com os futuros médicos antes de exercerem a profissão como é feita aos futuros advogados, estou falando da prova da OAB. Realmente nossas leis deixam a desejar em uma situação como o caso da pequena Bruna. Nossa constituição é voltada para a dignidade da pessoa humana e onde está essa dignidade tão esperada…
    Estudante de Direito…

  10. Me entristece a perda de Bruna. A verdade é que muitos médicos fazem isso mesmo. Cansei de levar meu filho á vários médicos e sempre passaram apenas remédios, sem antes examiná – lo. Vê que a aparência física dele estava bem, passava só alguns remédios, rsrsrs, sem fazer nenhuma pergunta a mais sobre a criança, se era alérgico ou coisa parecida, e pedia que voltasse caso piorasse, que abasurdo… Por esses fatos ocorridos, e por muitos outros deixei de pagar planos de saúde…… Tratam seres humanos como alguma coisa qualquer, sem valor algum, não se importam com a saúde do próximo, não são o familiares deles, tanto faz…. Mas sei que ainda podemos contar com médicos excelentes, atenciosos, e que realmente fazem valer a farda que vestem…….
    Concordo em número e grau que haja uma prova para médicos, assim como acontece com os futuros advogados….. Só exercer a profissão quando passar em todas as avaliações…. Eles terão que entender, que estão lidando com seres humanos, com vidas…….
    Me alegra ver equipes médicas exercendo suas funções com dedicação, amor no que estão fazendo. Ver um familiar saindo de um hospital ou clínica com um sorriso estampado no rosto, com a esperança de que tudo vai ficar bem, é bom demais…..sabendo que aquela pessoa tão amada está ou ficará bem saindo daquele lugar, é excelente….. Mas, quando acontece o contrário, ver a grandiosidade do que aconteceu , de um médico acabar com uma vida desse jeito, é revoltante……
    Vamos lutar para que isso não aconteça mais……..

  11. Até hoje sinto muito essa perda irrecuperavel, isso não vai nunca cair no esquecimento, ESTARA SEMPRE EM NOSSA LEMBRANÇAE NO CORAÇÃO….

  12. Já venho falando durante anos que as pessoas em Manaus, quando não se submetem a tratamentos com médicos residentes altamente inexperientes, o fazem com esses açougueiros, não sei o que é pior.

    Dizem que medicina Manauara está sucateada por falta de equipamentos, mas o que falta mesmo é material humano pra essa merda funcionar.

    Digam-me se é ensinado nas faculdades de medicina a ética, a humanitariedade necessárias para o exercício daquela profissão?

    Entendo que se fosse, esses casos seriam raríssimos ou inexistentes.

    De mais a mais fica o conselho de um pai: Verifiquem a especialidade do médico, sondem o comportamento, filtrem as informações estranhas, informem-se sobre os medicamentos, desconfiem de propostas de cirurgias sem a realização de exames pertinentes e nunca, NUNCA deixem seu filho um segundo sequer longe da sua vista, nem no hospital.

  13. Quase fui uma das vítimas deste senhor… há um ano o procurei por causa de uma inflação crônica nas amigdalas e ele me recomendou a cirurgia de remoção. Ao preparar a lista de exames pré-operatórios, informei-lhe que apresento reações alérgicas a vários medicamentos (o que inviabiliza o tratamento da inflamação por remédios) e ele sequer deu atenção. Não me perguntou sobre o histórico de doenças da família ou qualquer informação que pudesse ter relevância numa situação de imprevisto durante a cirurgia. Ao receber a lista, indaguei se não haveria contra-indicação ou complicações pelo fato de eu ser DIABÉTICA… nessa hora ele me pediu a lista de volta e incluiu o exame de diabetes…. ELE SIMPLESMENTE ESQUECEU DE SOLICITAR O EXAME… NUM PRÉ-OPERATÓRIO!!!! Ele justificou que a cirurgia a laser reduz quase a zero o sangramento… Resultado: Nunca mais voltei lá. Comentei o caso com colegas de trabalho e, por coincidência, uma das meninas (que possui uma cicatriz nos lábios que eu acreditava ser devido à correção de lábios leporinos, mas nunca toquei no assunto) revelou que foi vítima do carniceiro quando tinha apenas 4 anos e passou outros 9 fazendo plásticas… e mesmo assim ainda possui uma cicatriz . Depois me contaram também do cado do Casa Grande.

    É uma pena que esse infeliz continue vitimando pacientes desinformados e fragilizados por suas dores. Já não bastava a MÁFIA DA CAPA PRETA (JUDICIÁRIO), que dilapidam o patrimônio público… Agora a MÁFIA DA CAPA BRANCA (DITOS MÉDICOS) se unem em defesa desses pilantras de bisturi na mão.

  14. OI EU IA FAZER UMA CIRUGIA COM ESSE MEDICO MAIS QUANDO SOUBE QUE ELE FOI RESPONSAVEL PELA MORTE DE PESSOAS INOCENTES DESISTI NA HORA

  15. Tento imaginar a dor e sofrimento q os pais de Bruna passam, mas sei q se ker chegarei perto do que realmente sentiram! Sou estudante de medicina em MANAUS, e faço faculdade na rede PARTICULAR! e posso falar que, eu não sei nas outras faculdades daki mas pelo menos na minha, cansamos de ouvir q NÃO podemos errar, e q nao pagamos um ABSURDO p ser médico de fundo de kintal! Temos uma disciplina q ateh agora soh ví na nossa carga horária chamada FAP (fundamento de atendimento ao paciente), no qual aprendemos parcialmente a função do enfermeiro ( aplicar injeção, lavar as mãos p por luvas, colokr luvas de maneira correta e etc). No início muita gente achava “sem noção” uma matéria dessas, mas depois de certo tempo vimos q não! No meio do semestre nos foi passado uns trabalhos com tópicos dentro da área mas aparentemente sem sentidos como: biossegurança, relação médico-paciente e etc… Durante as apresentações vimos que muitas vezes os pacientes são “atndidos” e o pseudo-médico se quer o olha nos olhos! É um absurdoooooo! Tivemos nakele dia q nos conscientizar de que somos seres humanos, e que MEDICINA é ajudar o outro com bondade e respeitoe muito mais coisas humanas além disso! Já no final do semestre fomos fzr um mini-estágio monitorado por uma enfermeira no SPA e nas famosas “Casinhas de Saúde”. Achei a experiencia no SPA fabulosa, mas nao tivemos contato algum cm o médico, foram envolvidos apenas triagem, injeção, inalação… essas coisas! Já na casinha podemos notar a ausencia do médico… uma das nossas avaliações era falar sobre o lugar e oq aprendemos… só consegui falar de lah q era aparentemente organizado, tinha muitos remédios mas a Enfermeira a qual atende por lá nos informou q ela atende todos os casos… atende crianças, mulheres com DST´s e tudo, ABSURDO! nâo posso negar q as condições aki são absurdamente precárias, mas pelo menos eu como futura médica juntamente com meus futuros colegas de profissão, tentaremos mudar isso tudo e fazer uma cidade com Médicos competentes e de respeito!

  16. Pingback: Relembrando: Caso Bruna Brasil x Dr. Joacy Azevedo « Pra Frente Sucupira·

  17. NUMA OPERAÇÃO DE FRATURA DE MANDIBULA EM 1979 O DR. JOACY SIMPLESMENTE ESQUECEU UM BOLO DE GAZE NA BOCA DE MINHA FILHA. SE MINHA ESPOSA NÃO VISSE HOJE ELA SERIA MAIS UMA VÍTIMA.

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